Já parou alguma vez para se perguntar 'Quem eu me tornei?'. Já tentou entender o que se passa dentro de si mesmo e não conseguiu sequer começar a entender. Já tentou acordar de um sonho para poder dormir e ter outro? Eu ainda sinto os cortes, as marcas. Mas porque isso continua me mantendo prisioneiro? Eu tento olhar para frente mas não vejo nada além das minhas costas. Meu coração quer dizer sim, mas a minha alma não permite. Meus olhos se encantam, mas as entranhas os ordenam que se fechem. Os lábios querem dizer, conversar com o novo mundo, mas os dentes ameaçam morder a língua se ela ousar. E as palavras querem ser outras, mas só conseguem ficar voltando no tempo. O sangue é outro, mas o coração é o mesmo. A frequência dos batimentos é longe de ser a mesma, embora ainda façam o coração bater. E as cores se misturam na dautônicidade dos sentidos. O gentil se torna hostil. E querer ainda parece poder. Cair não te faz desistir, nem acreditar que uma história de capa diferente, mas com mesmo enredo possa não ter o mesmo final. Os livros se confundem como se fossem o mesmo. Mas este acaba de começar.
escovinha
Há 9 anos
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