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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

As lágrimas do meu fascínio.

Um estrondo e a madrugada me acorda. Sinto frio do vento que invade a minha janela. A claridade de um novo dia parece surgir ao longe, ou deveria ser apenas cansaço. Leves e singelas as gotas caem, sem compromisso com nada. Apenas caem, porque têm de cair. Fecho os olhos e encho meus pulmões do ar molhado da chuva. Como eu aprecio esse momento em que o Céu se desaba em suas próprias lágrimas. Tento confortá-lo. Vejo que ainda falta uma hora para eu realmente ter de levantar e me deito novamente. Quero descansar, mas minha mente estava bem acordada. E basta isso para que ela posso viajar dimensões de distância. Não demora muito e eu apago na refrescância do amanhecer. Não demora muito e já tenho que viver o tal novo dia que tinha se antecipado para mim. Agora as gotas são pesadas e caem furiosamente contra o chão. O Céu não chora de tristeza, sinto que algo realmente lhe magoa. Ele grita, estremece e quer que apenas o deixemos em paz. Saio de casa apenas com meu casaco simples. Não preciso de guarda-chuva. Lá fora eu converso com o Céu e comigo mesmo. Sorrindo para as lágrimas daquele que me entende antes mesmo que eu precise pensar em pedir a sua ajuda. Agora as lágrimas são de felicidade, as lágrimas de um amigo que me fascina, me dizendo que logo tudo ficará bem. E é o que acontece, mais tarde o Sol aparece mostrando a intensidade de sua felicidade e a noite a Lua sorri para mim, me trazendo lembranças. Aquelas que não me dão trégua, nunca.

Acho que escreveria inúmeras páginas sobre isso, mas não quero cansar ninguém. (:

1 comentários:

- disse...

Eu não me cansaria de ler algo tão bom , algo que me faz perceber que eu não estou sozinha em nada que me acontece . E que sim , sempre depois de uma tempestade , o Sol aparece . Pra secar as lágrimas do Céu .

Muuito Lindo . :)