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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Brilha entre os meus dedos.

Eu enchi os meus pulmões e sai debaixo do sol quase quente o suficiente para me cansar. Meus pés não tinham ideia do quanto iam correr. E foi o que aconteceu, corri, acho que como nunca antes. Passos rápidos, sem pausas. Não podia me atrasar. O ar me faltava, mas eu não conseguia parar. Precisava ser rápido. Fui, voltei, fui de novo e voltei mais uma vez. E finalmente eu podia parar, estava com o embrulho nas mãos. O pacote que correu os 1000 km que nos separa. Carregava dentro dele tanto sentimento, que só eu podia ver. Dentro havia a carta, escrita depressa e com a caneta falha. Eu não me importei com isso. Só sentia a força das palavras que haviam nela. E havia também um embrulho, misterioso, que eu estava tão ansioso para abrir. Parei no caminho, sentei em um degrau, ainda sem fôlego e abri. Fiquei tão surpreso com o que havia lá. Parece que os céus tinham me ouvido. E aquele pequena prata com fios de ouro bilhava em minhas mãos. Meu coração acelerou mais que já estava devido a corrida. E meus olhos deixaram escapar lágrimas de felicidade. Meu sorriso se abriu instantaneamente. Eu quase consegui viajar o caminho, que esse embrulho fez, todo de volta em segundos. Eu ainda estava aqui, mas sentia a certeza do meu coração em volta do meu anelar direito.

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